quarta-feira, 21 de abril de 2010

O jovem rico e os profetas da prosperidade (humor!)


Por René Vasconcelos

Estava refletindo esses dias em Marcos 10, capítulo que nos traz a passagem do jovem rico, que questiona a Jesus o que deve fazer para herdar a vida eterna. A resposta de Jesus é de uma simplicidade tremenda, mas entendam; ser simplista não quer dizer ser simplório. A simples resposta de Jesus tem uma profundidade que deixou o jovem rico atordoado. Jesus cita os mandamentos de Moisés, algo extremamente comum para um judeu e, obviamente, o jovem rico já sabia de tudo isso. Porém, Jesus termina dizendo algo que deixa o jovem atordoado:

Caramba! Mas vender tudo o que tem? E dar aos pobres?! Pois é. Jesus não se interessava pelo status social do jovem, nem pelas facilidades que suas riquezas trariam. Se o jovem quisesse, ele poderia se despojar de seus bens e seguir a Jesus de mãos vazias, mostrando desprendimento. E o foco dessa reflexão não é o fator de possuir riquezas ou não; mas a resposta de Jesus.

Jesus poderia pensar: “Com o dinheiro desse jovem, eu poderia viajar mais facilmente e para mais longe, propagando melhor a Minha Palavra!” Afinal, Jesus era homem e, como homem, Ele precisava de dinheiro para se alimentar, viver e viajar. Mas Jesus é Divino e, por ter essa essência, não olhou para o dinheiro do rapaz, mas para o valor de sua vida e o quanto aquela alma era preciosa para Deus.

Agora, imaginem essa pergunta sendo feita nos dias de hoje, aos líderes evangélicos brasileiros? Que tipo de respostas o jovem rico poderia receber?


“Melhor ainda, deixa na fogueira santa de Israel!”


“Você joga futebol? Não? Tem um jovem rico que me segue e joga futebol. Pergunta pra ele se não é bom me seguir? Já é até pastor!”


“Porque Universal é outra religião! Agora… financia meu programa na TV, vai?!”

Pois é. As respostas são exageradas, mas refletem bastante o que acontece atualmente. Grande parte dos líderes evangélicos estão tão preocupados com o tamanho que o seu próprio ministério pode tomar, que se esqueceram de olhar para as pessoas; olham agora somente para o que as pessoas têm a oferecer. Com a desculpa de manter abertas centenas de igrejas, programas de TV e de rádio, fazem totalmente diferente do que Jesus, que deveria ser fonte de aprendizado, fez.

Por isso, líderes e pessoas que se acham vocacionadas a líderes! Prestem bem atenção para não caírem nesse mesmo erro. Olhem para as pessoas como o Senhor olha para elas; como pessoas amadas, que não precisam te oferecer nada, ao invés de olhar para o quanto de dízimo as pessoas podem dar!



***
Fonte: Papo de Teólogo

5 comentários:

Leonardo Gonçalves on 21 de abril de 2010 às 03:07 disse...

kkkkkk... muito legal! Ri alto!

Leonardo Gonçalves on 21 de abril de 2010 às 03:07 disse...

Nao gostei! Para de tocar no ungido!

Leonardo Gonçalves on 21 de abril de 2010 às 03:07 disse...

Vcs estao endemoninhados

Leonardo Gonçalves on 21 de abril de 2010 às 03:08 disse...

Genial!

Leonardo Gonçalves on 21 de abril de 2010 às 03:08 disse...

A cara do Valdeco Molhado tá impagável!

Postar um comentário

 

Pulpito Cristãowe2 Copyright © 2010


Liberdade de Expressão

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.